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"SLIM JIM" em memória de F.C. JUDD-G2BCX

CT1BAT - Dg, 11/10/2020 - 16:06

 Longe vai o ano de 1980. O VHF tinha acabado de chegar... eram poucos os radioamadores equipados com VHF.


Num contato, em HF, com a estação G2BCX o operador Judd (falecido há poucos anos) fala, com entusiasmo, da nova antena que tinha inventado, a SLIM JIM e passa-me as medidas. Convém lembrar, sobretudo àqueles que nasceram nos últimos 30 anos que a Internet era algo com que nem se sonhava!

Com os fracos recursos que existiam na época, o que mais se aproximava era a antena de TV do canal 3 da Lousã que (aproveitando o trombone) ajustado para as medidas se chegava a uma antena que "carregava" bem e chegava. Sim porque, naquele tempo, ainda nem se sonhava com os analizadores de antena e os medidores de ROE/SWR, para VHF, eram raros e caros.

Vai-se à sucata (sempre!) e nasce a primeira SLIM JIM que, depois de testadas muitas e variadas versões, continua a ser a antena vertical de VHF "de eleição".

Eu não a poderia descrever melhor que Don-N4UJW em Hamuniverse.com: "... A antena Slim Jim ... é uma antena omnidirecional polarizada verticalmente  com "ganho" considerável e está concentrada ... em direção ao horizonte em vez de em direção ao céu, tornando-a mais eficiente do que uma antena do tipo plano de terra em cerca de 50% melhor. Pode ser construída para quase todas as frequências! Devido ao seu design SLIM, há muito pouca carga de vento. É alimentada com cabo coaxial de 50 ohms (direto!)Ela usa um esboço de correspondência do tipo 'J' (J Integrated Matching = JIM), daí o nome SLIM JIM. O crédito pelo design original vai para FC Judd, G2BCX. Uma vez que o ângulo vertical de radiação é tão estreito, cerca de 8 graus em direção ao horizonte, ela geralmente tem desempenho de 5/8 de onda ... construção do tipo plano de terra devido ao seu ângulo de radiação muito maior. Estima-se que a Slim Jim parece ter cerca de 6dB de ganho ... uma antena de 5/8 de onda  devido ao ângulo de radiação extremamente baixo." Há muitos artigos, na Web, sobre a SLIM JIM.

Esta semana (para entender as experiências de um colega...) resolvi construir uma J e uma SLIM JIM, para comparar. 


Depois de vários estudos (medições finais nas fotos, para que não haja dúvidas...), 


optei por "envelopar" a SLIM JIM que, devido ao atraso dos correios, o colega pode vir levantar!

Para quem se quiser entreter a construir uma antena simples, por baixo custo e com performance que não tem comparação no mercado (!) arranje 3m de cobre/aluminio (tubo ou vara), um analisador e paciência q.b. e tem aqui a calculadora do John (e a minha ajuda, se precisar):

https://m0ukd.com/calculators/slim-jim-and-j-pole-calculator/

Divirta-se!



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Confinamento sim / parar não!

TRGM - Ds, 03/10/2020 - 13:57

 Os trabalhos no Espaço Tertúlia continuam...

e na Serra do Roxo, também...

Em breve, vamos ter notícias.Até lá, cuidem-se ... e façam rádio!


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Começou o ciclo Solar 25

TRGM - Dc, 16/09/2020 - 20:52
Esta é a primeira vez que o início de um ciclo solar é anunciado oficialmente.





SITE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA. Ciclo Solar 25 começou. 16/09/2020. Online. Disponível em www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=ciclo-solar-25-comecou. Capturado em 16/09/2020.
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Repetidor de 2m FM na ISS

TRGM - Ds, 05/09/2020 - 13:37

 A equipe ARISS tem o prazer de anunciar que a configuração e instalação do primeiro elemento de nosso sistema de rádio de próxima geração foi concluída e as operações de rádio amador com ele estão agora em andamento. Este primeiro elemento, denominado InterOperable Radio System (IORS), foi instalado no módulo da Estação Espacial Internacional Columbus. O IORS substitui o sistema de rádio Ericsson e o módulo de pacote que foram originalmente certificados para voos espaciais em 26 de julho de 2000.

A operação inicial do novo sistema de rádio está no modo repetidor de banda cruzada FM usando uma freqüência de uplink de 145,990 MHz com um tom de acesso [CTCSS] de 67 Hz e uma freqüência de downlink de 437,800 MHz. A ativação do sistema foi observada pela primeira vez às 01h02 UTC de 2 de setembro. As operações especiais continuarão a ser anunciadas.


Ver o video: (clique na imagem ou https://youtu.be/O4XG_zIeA3A

Para saber mais: https://www.ariss.org/contact-the-iss.html

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ANACOM - anuidade 2020

TRGM - Dm, 01/09/2020 - 21:05

Está a pagamento, durante o mês de Setembro, a taxa anual de utilização do espectro.

Fique atento à sua caixa de correio e, se puder, FIQUE EM CASA e FAÇA RÁDIO!

A TRGM continua em QAP em 145,550 MHz.

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O que diz o bipe da repetidora?

CRAM - Ds, 25/07/2020 - 02:06

Por João Roberto S. G. Ferreira, PY2JF

Se alguém lhe perguntasse qual a finalidade desse bipe, provavelmente sua resposta seria algo como: é indicador de fim de transmissão ou confirmação de que estamos acionado a repetidora. Certamente ele serve à esses propósitos, mas esses seriam benéficos colaterais à sua principal razão de existir. Ele é chamado de bipe de cortesia por uma razão que veremos mais adiante.

Se você vive nas proximidades de grandes centros urbanos provavelmente estará na área de cobertura de alguma repetidora de VHF ou UHF. Aqui na região de Campinas – São Paulo são dezenas delas. São tantas que, aos menos no espectro de VHF, não há mais canais disponíveis. E se você já usou alguma, saberá que uma das caracteristicas mais marcantes de uma repetidora é seu bipe de cortesia ao final de cada transmissão.

Outro benefício colateral é distinguir uma repetidora da outra. Cada mantenedor – aquele sujeito que mantém a repetidora no ar – tende a escolher um som único. Dessa forma os usuários se acostumam com ele e de ouvido saberão em que repetidora estão sem mesmo olhar para o display do rádio. É mais ou menos como o plim-plim da TV Globo. Você nem precisa estar em frente a TV, mas se ouví-lo saberá qual é a emissora. Nossa repetidora em Santa Rita do Passa Quatro (PY2KSR), utiliza exatamente esse som como bipe de cortesia. Todos na região sabem que estão ouvindo Santa Rita pelo som do bipe. Inclusive isso é bem conveniente aos deficientes visuais.

Antes de continuarmos, precisamos conhecer alguns aspectos técnicos da operação de uma estação repetidora. A Anatel, agência que regulamenta o serviço de radioamador, faz várias exigências para sua operação. Dentre elas a obrigatoriedade do Timerout Timer (TOT), dispositivo que limita em 3 minutos o tempo máximo de cada transmissão. Sem ele estaríamos ouvindo discursos tão longos quanto aqueles comuns na banda de 40m. Repetidoras são recursos escassos e é essencial garantir que não haja monopólio de operação.

Esse timer é um contador que se inicia assim que a repetidora é acionada. Se o usuário exceder o tempo máximo, a repetidora interrompe sua transmissão. Cada repetidora trata essa interrupção de uma maneira. Isso depende dos recursos da controladora da repetidora e de escolhas do mantenedor. Pode ser desde uma interrupção momentânea até que o causador pare de transmitir, como pode ser uma interrupção por um determinado tempo. Algumas repetidoras soam um alerta indicando vencimento do timer e outras cairão sem aviso prévio. Sabendo disso, é sempre bom ficar alerta, pois existe a tradição em cobrar uma caixa de cerveja de quem derruba a repetidora por falar demais. Falar demais pode custar caro.

Agora a principal razão da existência do bipe, e talvez a menos disseminada, é a de informar que o contador do timer foi zerado para o próximo falar. Mas não é apenas no bipe que devemos prestar atenção, mas no rabicho todo. Chamamos de rabicho aquela portadora sem modulação onde ocorre o bipe após o operador finalizar sua transmissão. No rabicho, além do bipe, temos o pré-bipe e o pós-bipe.

Pré-bipe – Assim que um usuário termina sua transmissão, a repetidora mantém a portadora no ar sem modulação por aproximadamente 2s antes de emitir o bipe. Ele também é conhecido como janela de oportunidade, já que é essa janela que garante à quem não está na conversa uma brecha para entrar.

Pós-bipe – Após o bipe, a portadora sem modulação continua por mais um tempo relativamente longo, quando então para de transmitir. É nesse período que o outro operador deve inicia sua transmissão.
Agora que sabemos de todos esses detalhes técnicos, vejamos como se desenrola um QSO nessas condições. Quem já teve oportunidade de ouvir repetidoras analógicas nos EUA notará que essa configuração é bem comum por lá e os operadores bem comportados. Na realidade essa configuração força a prática da cortesia.

Cenário 1 – Dois operadores conversando sem interrupção

Assim que o operador 1 termina sua transmissão, vem a janela de oportunidade e nem ele e nem o operador 2 devem transmitir nesse momento. Então ocorre o bipe que zera o timer e em seguida vem o período de pós-bipe. O operador 2 inicia sua transmissão durante o pós-bipe, sem esperar a repetidora cair.

Operar dessa forma resulta numa operação silenciosa e mais agradável aos ouvidos. Se o operador 2 esperar a repetidora cair, ele ouvirá aquele desagradável ruído de fechamento do squelch do próprio rádio. Normalmente os circuitos de squelch dos rádios tem histerese (tempo de fechamento) excessiva, resultando no tradicional chiado. Não há razão alguma em esperar a repetidora cair como fazemos aqui no Brasil. Da forma que estamos acostumados a operar, o ruído de fechamento de squelch constante causa fadiga nos operadores e muitas vezes nem nos damos conta disso.

Cenário 2 – Dois operadores conversando com interrupção

Assim que o operador 1 termina sua transmissão, durante a janela de oportunidade, um terceiro operador entra e se identifica. Assim que ele para de transmitir, vem novamente outra janela de oportunidade e então o bipe. Agora o operador 2 fala ou já passa a palavra ao recém chegado operador 3. Uma vez na conversa, o processo volta a funcionar como no cenário 1. O desenrolar da comunicação é organizado, silencioso, sem ruídos de squelch e com a cortesia garantida a quem desejar entrar na conversa.

Da forma que estamos acostumados a operar, que é esperar o bipe e a queda da repetidora, priorizamos a confusão e a fadiga. Garantimos o reset do timer, mas ouvimos o crash do squelch a cada mudança de operador. Quando passamos a palavra, se alguém quiser entrar na conversa, a chance de atropelar o outro operador que iria falar é enorme. Porque como não somos forçados a cortesia, o espaço que esperamos antes de transmitir depende da consciência de cada um. Todos nós já nos deparamos com operadores tão rápidos no gatilho que entrar na conversa é quase uma missão impossível. A diferença de comportamento entre nós e os americanos é que eles são forçados à cortesia, e isso faz toda diferença.

Nós do CRAM, Clube dos Radioamadores de Americana, decidimos padronizar todas as nossas repetidoras para operar dessa forma, priorizando a cordialidade e uma operação mais confortável aos ouvidos. Quanto a outras repetidoras, dependerá de seus mantenedores se convencerem dos benefícos dessa forma de operar. De qualquer modo, quando se deparar com uma repetidora com espaço maior antes do bipe e um pós-bipe longo, saberá do que se trata e como agir.

Mas voltando ao nosso tema principal, você acredita que o bipe pode ainda dizer mais? Algumas controladoras de repetidora tem entradas de monitoramento ou alarmes que mudam o bipe para indicar essas ocorrências. Ele pode, por exemplo, mudar do tom normal para uma letra B em telegrafia informando que no momento a repetidora está sem energia, operando com bateria e com potência reduzida. Pode mudar para letra L em telegrafia para indicar que o operador que acabou de falar entrou pela porta de link. Constantemente se cria uma nova funcionalidade para o bipe de cortesia. Haja criatividade!

Após esse papo, desconfio que o bipe da repetidora nunca mais será o mesmo para você.

Algumas considerações sobre squelch

Como comentado anteriormente, a histerese do squelch de nossos rádios é relativamente longa. O fabricante tenta um meio termo entre fechamento rápido e lento. A vantagem do fechamento rápido é não causar fadiga, o ruído é curto e não incomoda. A desvantagem é que sinais fracos ou instávéis sofrerão cortes constantes. Por outro lado, o fechamento lento pode dar a chance do sinal fraco ou instável melhorar antes que o squelch se feche, não causando cortes constantes. Mas fechamento longo é ruidoso e resulta em fadiga de operação.

Quando montamos repetidoras utilizando rádios comuns, trazemos esse problema da histerese relativamente longa para toda conversa. Quando o operador termina sua transmissão e o squelch da repetidora se fecha, será ouvido o ruído de fechamento antes da janela de oportunidade. Uma solução para esse problema é o uso de um squelch bi-nível, também conhecido por super squelch ou smart squelch. Quando o sinal do operador é forte, o squelch fecha rapidamente. Se o sinal for fraco ou instável, o fechamento é longo. Dessa forma temos uma operação confortável aos ouvidos com sinais fortes. Mas quando o sinal é ruidoso ou instável, o que por si só já causa fadiga, temos um fechamento longo que tende a aumentar as chances do sinal ser ouvido e não cortado pelo squelch. Uma vantagem extra desse tipo de squelch é que podemos identificar se um sinal é maior ou menor que S5 no receptor da repetidora sem ter que perguntar a ninguém.

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Cuidem-se e... façam rádio!

TRGM - Dv, 10/07/2020 - 13:04

Num período em que todos fomos forçados a alterar os nossos hábitos de vida e relacionamento social presencial, mais sentido faz o nosso hobby, afinal, a primeira rede social (como agora se chamam!) que existiu.Muito antes da Internet que permitiu o surgimento das redes sociais, tipo Facebook, Instagram, Telegram e muitas outras, já os radioamadores faziam uso dos seus equipamentos de rádio ao princípio, construídos por eles próprios, em entreajuda e partilha de conhecimentos, para se comunicarem entre si.Desde 1924, quando Abilio Nunes dos Santos Jr (CT1AA) foi aos EUA comprar o seu primeiro emissor,  seguido em 1927 pelo António Neves da Costa (CT1CZ) de Coimbra ((alguns ainda se lembrarão, do “Neves dos vidros” (ele mesmo!) dono daquela casa de discos no 2º andar da rua Visconde da Luz por cima do Banco Lisboa & Açores)), que o RADIOAMADORISMO permitiu a comunicação “online” (permitam-me) entre os vários praticantes dos mais variados recantos do Mundo.Somos pois, uns privilegiados!Primeiro porque cultivamos o gosto pelo conhecimento das coisas da rádio que, ao contrário do que alguns, menos informados, pensam continua a ser fundamental para o funcionamento dos equipamentos mais modernos que a humanidade usa. Lembremo-nos que  a ligação do nosso telemóvel à rede telefónica, é feita por rádio (!) até à torre mais próxima; sem “rádio” não haveria TV (transmissão de imagem à distância); por “rádio” controlamos desde o portão da nossa garagem aos milhares de satélites que, nas várias áreas, facilitam a nossa vida; como nos poderíamos comunicar com a Estação Espacial, os barcos e os aviões entre si e com as torres, ...Em suma, tudo o que necessita de comunicação à distância usa “rádio”! Sim, o mesmo sistema de “rádio” usado pelo Engenhocas no Pátio das Cantigas ou, se quiserem, o mesmo “rádio” que permitiu ao radiotelegrafista do Titanic, na noite de 14 de Abril de 1912, transmitir um pedido de socorro que evitou a morte de cerca de 900 pessoas.Quem nasceu nos últimos trinta anos, que não se iluda, estes meios de que hoje usamos (e abusamos!) e que facilitam (quase) tudo na nossa vida, nem sempre existiram. Este escriba, em 1975, a cumprir o serviço militar em S. Vicente/Cabo Verde (D4) para falar com a XYL escrevia-lhe uma carta, que demorava 12 dias a chegar , a marcar o telefonema. No dia aprazado, dirigia-se ao posto dos correios e via-rádio (prima para falar, largue para ouvir!) falava com a operadora no Sal e em Lisboa que,  metendo a cavilha ligava à rede telefónica nacional e, na escuta, dizia: "podem falar"!
Isto tudo, para deixar aqui um... apelo: sobretudo nestes tempos de confinamento, não vamos deixar cair a maior e mais antiga rede social da humanidade, o RADIOAMADORISMO, que tantas alegrias nos tem dado.Vamos ao shack, ligue o rádio e diga ao Mundo: “Radioamador ... ... presente!”Não temos “likes”, dê mesmo uma gargalhada ou escreva “Hi! Hi!”.
Fiquem bem (em casa se puderem).
73 fromJosé Machado - CT1BAT
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TRGM - Dij, 09/07/2020 - 21:47
Já poucos se lembrarão do 
cor. Regadas-CT4IC, um amigo da Tertúlia, que hoje fez SK.
À família enlutada e aos amigos, a Tertúlia apresenta sentidos pêsames.

Até sempre "quatro-Itália-Canadá".
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CS7ASP

TRGM - Dij, 02/07/2020 - 14:36

A partir de hoje estará no ar a estação CS7ASP, operada pelo nosso colega Carlos Santos que, de acordo com a legislação em vigor, cumpriu os 2 anos de escuta.
Vamos encontrar-nos, por aí (!), um dia destes e aproveitem que, certamente, todos teremos a ganhar com a experiência técnica do Carlos.
Parabéns colega e... bons comunicados.
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TRGM - Dll, 29/06/2020 - 13:46
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PU2OSS – Osvaldo Bueno Moron SK

CRAM - Dv, 01/05/2020 - 03:59

Por Adinei Brocchi, PY2ADN.
Com profundo pesar o CRAM comunica o falecimento do nosso integrante Osvaldo Bueno Moron PU2OSS, ocorrido na data de hoje (30/04) em Americana, aos 51 anos de idade.

O Osvaldo vinha enfrentando uma terrível doença há tempos, mas infelizmente não resistiu. Sempre solicito e prestativo, nós auxiliava de forma sem igual em nossos eventos. Nossos sentimentos aos amigos e familiares.

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S9+10 de ruído em HF

CRAM - Dv, 17/04/2020 - 21:31

Por João Roberto S. G. Ferreira, PY2JF

Com a correria do dia a dia, muito de nós radioamadores não encontramos tempo para ligar nossos rádios para um bom papo. Daí veio a quarentena, e com ela, a oportunidade de fazermos coisas quase impossíveis em nossas rotinas. Para mim uma delas seria falar no rádio. Para minha esposa, consertar coisas pela casa que precisam de manutenção há tempos. Sabe como é, as prioridades de um radioamador não são as mesmas de sua esposa, mesmo ela também sendo radioamador.

Pois bem, tudo consertado, chegou a vez do rádio. Liguei nas bandas de DX e como de costume, nada além dos modos digitais. Estamos no vale do ciclo solar 24 e 25 e propagação é coisa rara. Me interesso por DX, mas não há nenhum país que eu já não tenha dando sopa nos modos digitais. Então fui para os 40m, onde sempre se pode bater um bom papo. Com tanta gente em casa, certamente não ia haver nenhuma brechinha nem para chamar CQ geral. Tudo quieto. Nenhum sinal. Estranho… essas bandas altas sempre vão bem nos vales dos ciclos solares. Fazer o que? Paciência. Vamos para o bom e velho VHF/UHF. Agora sim! Bons bate papos e dia desses fomos até às 3h da madrugada, como nos velhos tempos.

Já se foram três semanas de quarentena e nada do povo dos 40m! Será que minha antena está com problemas? Passei o analisador nela e tudo perfeito. É… pelo jeito não demos sorte dessa quarentena cair bem quando não há propagação. Só ruído. S9+10 de ruído!

Hoje pela manhã, o Junior, PU2LAA, me comentou que havia algo de errado com a antena ou rádio dele. Não conseguia ouvir o próprio sinal no SDR de Campinas, menos de 30Km daqui de Americana. Então pediu que eu transmitisse para ver se eu conseguiria chegar. Fiz o teste e cheguei, fraco, mas cheguei. Sabem como é, 40m muito perto não funciona bem. Mas para minha surpresa, a banda estava muito movimentada! Não sei por que não pensei em conferir isso antes! Muito tempo fora do rádio dá nisso.

Tem algo de errado na minha estação e não é a antena. Também não posso descartar alguma fonte de interferência nas proximidades. Então sai pela casa e comecei a desligar tudo que eu encontrava na frente para ver se o ruído baixava. Desliguei roteadores, TVs, máquina de lavar, assistente virtuais, telefone e até câmeras de segurança. Não fez diferença nenhuma. Ruído lá firma, S9+10. Bom, deixa isso para depois, estão me chamando para o almoço.

Durante a conversa no almoço, comentei sobre o problema com minha esposa e filhas. Não é que minha filha mais velha, acidentalmente também radioamadora (PY2BAH), deu um chute e acertou na mosca! Ela me lembrou que eu havia expandido o sistema de placas fotovoltaicas há alguns meses. Não seria essa a fonte da interferência? Foi desligar o disjuntor do sistema, e quase que por um passe de mágica, o ruído baixou pra S8 e lá estavam o pessoal da quarentena. Agora sim minha recepção está compatível com o SDR de Campinas.

Agora restou um belo dilema. Minha conta de energia com casa cheia costumava ser de aproximadamente R$700. Com o sistema solar, esse último mês veio R$78. A não ser que eu encontre uma solução para esse problema, vai sair caro falar no HF durante o dia.

Aguardem os próximos capítulos dessa novela.

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Dij, 01/01/1970 - 01:00
Contingut sindicat